16 de setembro de 2015

Na Casa do Barro do Telhado
Moldar uma outra identidade rural para manter a memória

A aldeia do Telhado, no Concelho do Fundão, abriu ao público a Casa do Barro, que recupera a memória e os saberes da olaria tradicional, que segundo o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, “foi uma das suas atividades absolutamente vitais e que nós agora pretendemos que tenha um novo impulso com esta aposta”.
A Casa do Barro, em que o programa foi da responsabilidade do Atelier Pedro Novo, do designer Hugo Domingues, do historiador Pedro Salvado, do realizador Alexandre Leonardo e do arqueólogo Mota Veiga, apresenta as diversas fases do fabrico das loiças e das histórias da vida da comunidade oleira que foram responsáveis pela fabrico de quase toda a loiça vermelha que se utilizou em toda a Beira Baixa durante o Século XX, principalmente talhas e potes.
No mesmo espaço estão também expostas coleções de cerâmicas, recolhidas na Freguesia nos anos noventa do Século XX, e que hoje fazem parte do espólio do Museu de Olaria, em Barcelos.
Com a inauguração da Casa do Barro, Paulo Fernandes confessou que viveu um dos momentos mais marcan-tes desde que foi eleito, ao afirmar que “há um painel onde estão retratadas algumas dezenas de antigos oleiros e eu pude ver a comoção e a relação que as pessoas estabeleceram com esse painel. É um dos momentos mais bonitos que tive oportunidade de viver enquanto autarca e também enquanto cidadão que gosta muito de cultura”.
O equipamento desempenhará, para além da afirmação identitária da comunidade, um papel importante nos domínios educativos, contribuindo para a consciencialização ambiental e para uma prática em que a meta seja a recusa consciente do consumismo.
”É grande laboratório que se abre” e que segundo Pedro Salvado, do Instituto de Estudos Antropológicos da Universidade de Salamanca, está implícito neste projeto a que se associa um programa inovador da relação entre património e economia rural, uma vez que “a Casa do Barro não será apenas um espaço para saudades ou de nostalgias, mas antes a fonte luminosa de onde nascerão formas, desígnios e vivências que modelarão o mapa das memórias do futuro”.

17/09/2015
 

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