22 julho 2015

PSD de Castelo Branco diz que dinheiro gasto seria mais bem aplicado em instituições locais
Plano estratégico não passa de um “conjunto de redundâncias e lugares comuns”

Psd conf.JPGO PSD de Castelo Branco acusou o executivo municipal liderado pelo PS de denotar um “vazio de ideias” e uma “incapacidade de liderar” os destinos da Região, o que na opinião dos sociais-democratas “é preocupante”.
Em conferência de Imprensa realizada segunda-feira, João Paulo Benquerença e Paulo Moradias, voltaram “à carga” sobre os planos de estratégia de Desenvolvimento do Concelho de Castelo Branco, de Desenvolvimento Turístico e Castelo Branco 2030, apresentados recentemente pela Câmara.
“Castelo Branco está sem rumo definido e o vazio de ideias é tal, que são obrigados a recorrer a empresas amigas para tentar encontrar um caminho para a nossa região”, disse o presidente da concelhia social-democrata, João Paulo Benquerença.
Segundo este responsável, “o desespero começa a tomar conta do executivo socialista, que não perde uma oportunidade para atacar o Governo central, como se o único objetivo fosse a campanha eleitoral para as eleições Legislativas de outubro e a vitória a todo o custo”.
Por seu turno, Paulo Moradias disse que aquilo que seria “uma boa ideia e o que poderia e deveria ser um conjunto de instrumentos estratégicos, servindo de guia aos futuros investimentos no Concelho, justificando os 140 mil euros dispendidos nestes estudos, transformaram-se num gasto em vez de um investimento”.
É que, segundo o social-democrata, nos documentos apresentados pelo executivo liderado por Luís Correia, “encontramos um conjunto de redundâncias e lugares comuns, que tanto poderiam aplicar-se em Castelo Branco, como em qualquer outro local do País”.
Paulo Moradias adianta que nos documentos apresentados, as definições das ações a realizar são genéricas ao longo de todos os estudos sem caraterizar a escala da sua importância”.
“Ou seja, algumas boas ideias apresentadas, tanto podem ser feitas hoje como em 2025. Para os autores do estudo é indiferente. Ora, isto não faz sentido”, referiu.
Além disso, acrescentou que algumas ações sugeridas no estudo de desenvolvimento turístico, “não representam qualquer novidade”.
Refere-se, em concreto, às pistas de karting e de atletismo ou ao parque de caravanismo.
Por outro lado, elencam um conjunto de situações sobre as quais dizem não haver uma ideia: “Não há uma ideia para a recuperação do centro histórico que tão mal tratado tem sido por esta autarquia; não é apresentado um plano para a implantação de ciclovias, nem um plano para a reabilitação de imóveis no centro da cidade ou para devolver o centro da cidade ao comércio tradicional que praticamente morreu nessa zona”.
Os social democratas sublinham ainda que os 140 mil euros pagos às entidades que realizaram o estudo “seriam mais bem aplicadas em instituições como o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), a ADRACES ou mesmo a Universidade da Beira Interior (UBI)”.
É que, segundo o PSD local, estas instituições “possuem conhecimentos técnicos e do terreno, em nada inferiores aos autores referidos”.

 

20/07/2015
 

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