LIVRO EDITADO PELA JUNTA DE FREGUESIA DE CASTELO BRANCO
Aguarelas e poesia revelam a cidade
A cidade de Castelo Branco pode ser conhecida de outro modo, desde a passada quarta-feira, dia 15. Tudo, porque nesse dia, a Junta de Freguesia de Castelo Branco apresentou, na Casa do Arco do Bispo, o livro Castelo Branco: Akwarela & Poesia, com aguarelas do arquiteto polaco Jacek Krenz e textos do poeta Albicastrense João de Sousa Teixeira.
A obra, que é acompanhada de uma exposição que pode ser visitada até dia 31 de Março, na Casa do Arco do Bispo, assume-se como cartão de visita para conhecer a cidade, através da imagem, proporcionada pelas aguarelas, de mãos dadas com as palavras da poesia.
Na apresentação da obra, o presidente da Junta, Jorge Neves, realçou que “procuramos que esta fosse uma obra que nos dignificasse enquanto Albicastrenses”, para avançar que Castelo Branco: Akwarela & Poesia “é um sonho que durou dias, meses, anos, tratando-se de um projeto que se tornou realidade, depois de ter início em 2013, aquando da realização do encontro de urban sketchers que a Junta organizou”
Jorge Neves afirma que o encontro, “por si só, pareceu-nos não dar relevo ao acervo desse encontro” e, daí, ter nascido o sonho e o projeto que se concretizou com o livro.
O autarca recorda que “nesse encontro participou Jacek Krenz, que pareceu a solução para o projeto”, pelo que “lhe foi encomendada uma coleção de aguarelas, que está no livro e nesta exposição”.
Avança que a “tarefa seguinte foi legendar as aguarelas com palavras, surgindo aí o convite ao poeta Albicastrense João de Sousa Teixeira”.
No dia da apresentação da apresentação da obra, que Jorge Neves classifica como “um hino de louvor à nossa cidade”, revelou ainda que existia também uma particularidade, uma vez que “os autores não se conheciam. Só se conheceram hoje”.
Jorge neves destacou também que os custos do livro foram na totalidade suportados pela Junta e sublinhou que a receita da sua venda vai reverter para uma instituição da cidade.
José Pires, que é o autor do prefácio do livro, destacou que “tenho apresentado diversos livros, mas este é o que me dá maior prazer. Primeiro, como Albicastrense e, depois, porque encontro duas das expressões artísticas das que mais gosto”, confessando que “ao folhear o livro encontrei dois poetas e dois pintores”.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, revelou “agrado” pelo livro, apresentando “os parabéns pela forma como nos apresentam a nossa cidade, da qual muitas vezes não nos damos conta de quão bela ela é”, aproveitando para revelar “orgulho” pela cidade.
Luís Correia, depois de felicitar os autores, elogiou também a Junta “por apresentar este livro, que faz este trabalho de nos sentirmos em comunidade”, garantindo, ainda que, “com este livro, o caminho cultural que estamos a fazer em Castelo Branco fica reforçado”.
Da parte do autores, Jacek Krenz transmitiu “a grande honra de estar de regresso a esta cidade, depois de mais de dois anos de ter saído de Portugal, onde foi professor de Desenho e de Arquitetura na Universidade da Beira Interior (UBI) e ter regressado a Gdansk”.
Jacek Krenz realçou que em Castelo Branco “descobri lugares bonitos para serem pintados”, valorizando o “grande privilégio de ter poemas de João de Sousa Teixeira, que dão mais vida às imagens, numa comunhão entre a palavra e a imagem”.
Por seu lado, João de Sousa Teixeira retribui, ao afirmar estar “impressionado com a qualidade das aguarelas e a interpretação dos locais desenhados”.
Por isso revela que “escrever sobre estes desenhos foi fácil, mas atribuí a cada um uma memória própria”.