PROTOCOLO TEM 26 SUBCRITORES NO PAÍS
Câmara integra consórcio ClimAdaPT.Local
A Câmara de Castelo Branco, representada pelo presidente, Luís Correia, é um dos 26 subscritores do protocolo celebrado, na semana passada, com o consórcio ClimAdaPT.Local, no âmbito do qual será desenvolvido o projeto de implementação de Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas.
Até ao momento, apenas três autarquias (Sintra, Cascais e Almada) tinham definidas Estratégias de Adaptação às Alterações Climáticas, sendo que com a assinatura do protocolo, para além de Castelo Branco, juntam-se ao grupo líder os municípios de Amarante, Barreiro, Braga, Bragança, Castelo de Vide, Coruche, Évora, Ferreira do Alentejo, Figueira da Foz, Funchal, Guimarães, Ílhavo, Leiria, Lisboa, Loulé, Montalegre, Odemira, Porto, Seia, São João da Pesqueira, Tomar, Tondela, Torres Vedras, Viana do Castelo e Vila Franca do Campo.
O seminário de lançamento do projeto ClimAdaPT.Local, Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas, decorreu no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, com a participação, na sessão de encerramento, do secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos.
O projeto, com a assinatura do protocolo, tem como objetivos principais a elaboração de 26 Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas, a formação de 52 técnicos municipais nestas áreas, a criação de uma plataforma de Adaptação Municipal em Portugal e a criação de uma Rede de Municípios Portugueses em Adaptação.
Este é um projeto de particular importância para o nosso País, já que segundo Paulo Lemos, “Portugal é um dos países que enfrentará mais consequências das alterações climáticas, com o risco de incêndios e de cheias”. Ainda segundo Paulo Lemos, as cidades serão das zonas do território mais afetadas pelas alterações climáticas e terão de ter medidas de adaptação específicas, sendo que, atualmente, “a estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas está em processo de revisão”.
Na área da mitigação (redução de emissões de gases de efeito de estufa) “Portugal é dos países com melhores resultados e com planos para o futuro, como o Roteiro de Baixo Carbono para 2050, o diploma da Fiscalidade Verde, o Compromisso para o Crescimento Verde, para tornar a nossa economia mais verde e mais resiliente”. O consórcio responsável pelo ClimAdaPT.Local é constituído por entidades portuguesas e norueguesas (académicas, empresas, ONG e municípios) envolvidas em estudos, elaboração de estratégias e implementação de ações de adaptação, assim como no planeamento e gestão do território ao nível municipal e regional.
A Câmara de Castelo Branco, ao assinar o protocolo, integra o grupo líder, no País, ao nível do planeamento de ações minimizadoras dos efeitos causados pelas alterações climatéricas, sendo que para o presidente da Câmara, Luís Correia, “esta é uma questão da maior atualidade e importância, que não podemos, nem queremos, deixar de acautelar, promovendo, cada vez mais, ações de sensibilização para a importância da mudança de comportamentos”.