Festival Fronteira regressa com o maior número de autores premiados de sempre
O Festival Literário de Castelo Branco Fronteira regressa de 29 de março a 1 de abril, este ano com o maior número de autores premiados de sempre.
Este ano o Festival, que vai já na quinta edição, propõe aos convidados uma reflexão sobre a era de extremos em que vivemos, “que analisem conceitos como pós-verdade, liberdade de expressão, opinião desinformada, tentando perceber de que forma esses temas podem ou não inspirar ou ameaçar a literatura”.
Na apresentação do Festival, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, lembrou que esta iniciativa embora se dirija a toda a comunidade tem uma parte muito importante dedicada aos mais jovens, ao público escolar, “este Festival não faria sentido se não tivesse como primeiro objetivo as escolas. Vão passar pelos agrupamentos de escolas da cidade, 14 autores”.
José Pires, diretor do Festival, diz que o evento tem cumprido a sua missão, “criar público leitor” e a aposta de envolver os agrupamentos de escolas é fundamental, “porque é nas escolas que se criam os leitores”.
Pelas escolas vão passar, nos dias 29, 30 e 31, autores como Ana Biscaia, Clara Cunha, José Dias Pires, Joana Bértolo, Miguel-Manso e Patrícia Portela.
No dia 1de abril, sábado as atividades dirigem-se a toda a comunidade durante a manhã com um workshop de ilustração, com Vasco Gargalo, durante a tarde, a partir das 15 horas, com várias mesas redondas na Biblioteca Municipal, onde participam autores como Fernando Pinto do Amaral, Jaime Rocha, Kalaf Epalanga (dos Buraka Som Sistema), Rui Cardoso Martins, Maria João Lopo de Carvalho e Miguel Miranda.
Às 17 horas tem lugar a entrevista de vida, com Álvaro Laborinho Lúcio.
A sessão de encerramento terá lugar às 21h30, com o tema Do pó do palco à poeira cibernética, onde participam os atores e declamadores Lídia Franco e Vítor de Sousa. Esta sessão vai ter lugar no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.
CV