23 de setembro de 2015

João Belém
Estudar...

“ Se queres construir um navio, não comeces por chamar as pessoas para irem buscar a madeira, preparar as ferramentas, atribuir funções e distribuir o trabalho; mas desperta primeiro nelas a saudade pelo grande e infinito mar “
Saint-Exupéry

Segundo estimativas, nos anos trinta, os estudantes universitários portugueses seriam cerca de sete mil sendo os de sexo feminino uma minoria.
A primeira mulher licenciada em Portugal formou-se em Matemática, Filosofia e Medicina entre 1894 e 1904.
É interessante relembrar que a primeira mulher formada em Direito matriculou-se na Universidade de Coimbra em 1910 e a sua entrada só seria possível depois de uma deliberação do Conselho Universitário uma vez que segundo a lei vigente na altura a advocacia estava vedada às mulheres.
Mas agora os tempos são outros e são cerca de 50 mil os alunos que vão iniciar as aulas no Ensino Superior verificando-se que em cursos como Psicologia, Enfermagem e Ciências farmacêuticas cerca de 80% dos alunos são do sexo feminino.
Toda esta modificação foi, entre outras razões, devido à possibilidade de todos os estudantes terem a oportunidade de fazerem melhores e diferenciados percursos escolares e entrarem no ensino superior.
Enquanto há cerca de 15 anos nos debatíamos com um grave problema de insucesso escolar nos dias de hoje constatamos que durante estes últimos anos as alterações feitas no sistema educativo contribuíram para um esforço de transferências de competências para as regiões e autarquias e para a consolidação da autonomia das escolas.
Penso que todos os sistemas de ensino devem ser, preferencialmente, baseados numa autonomia muito forte das escolas e dos professores passando como é evidente por uma reflexão sobre o numero de alunos por turma, para termos, como todos desejamos (comunidade educativa),um verdadeiro sucesso educativo baseado no “saber ser” e “saber estar” na sociedade em que vivemos.
Nunca é demais insistir que na educação as expetativas geradas e a motivação dos principais intervenientes, os nossos alunos, podem e fazem uma grande diferença.
A motivação é essencial para os nossos alunos e por isso devemos incentivar cada aluno para que atinja um bom nível de performance por vontade própria e com satisfação, nos objetivos que devem ter sido previamente acordados.
A motivação é o núcleo central do desempenho e este é a combinação da competência e do empenhamento, sendo a competência adquirida pelos conhecimentos, formação e experiência enquanto o empenhamento advém de dois fatores: a autoconfiança (segurança que sabe fazer e consegue fazer bem) e a motivação (interesse e satisfação obtida com a realização da tarefa).
Assegurar a motivação dos nossos alunos tem assim um duplo objetivo: o alcance dos objetivos com rapidez e eficácia, mas também com o sentimento da satisfação e contributo significativo de cada um.

23/09/2015
 

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